outubro 16, 2017

sobrevivendo o tcc (ou não)

ou sobre como meu trabalho de conclusão de curso virou um pesadelo interminável


para quem não sabe, estou cursando o 8o período de publicidade e propaganda e isso significa semestre de tcc. no meu curso existem duas opções: a tradicional monografia ou a oportunidade de formar grupos que atuam como agências ou produtoras experimentais.

veja bem, passei o curso inteirinho fazendo trabalhos em grupo e vivendo o pesadelo que é se relacionar com pessoas que estão cagando para os trabalhos atuam como peso morto e largam tudo na suas costas. quando soube da opção de fazer um monografia, quase escorreu uma lágrima de tanta emoção. era minha chance de declarar emancipação e fazer um trabalho inteirinho sem depender de ninguém e contando apenas com minha produtividade. 

acontece que, dado todo o meu histórico com a famosa "criação de expectativas", eu deveria saber que não seria bem assim. 

vamos começar pelo começo.

minha proposta de pesquisa pretende analisar as perspectivas de uma consumidor de moda sustentável acerca de uma marca slow fashion. para isso, seria produzido um estudo de caso da marca que aqui vou chamar de xis por motivos de VAMOS PRESERVAR, NÉ? 👍

durante a produção do projeto dessa monografia, feito no semestre passado, entrei em contato com a xis para saber se poderia contar com ela em meu estudo e a resposta foi "claro, é nóis!" (talvez com outras palavras). com a resposta positiva, segui o barco.

passei o início desse semestre escrevendo o marco teórico do trabalho e quando cheguei no capítulo II, dedicado à descrição da metodologia de pesquisa, voltei a procurar a xis:

ana - ei! tô finalmente na fase de tocar a pesquisa, vamo fechá?
xis - ...
ana -. e aí, bora?
xis - então, adoraria mas tô sem tempo! boa sorte, beijos.

MIGA, TÔ HÁ UM MÊS DA MINHA BANCA! COMOASIM TÁ SEM TEMPO? 

nessa parte preciso interromper a dramatização para explicar melhor a proposta de abordagem:

a pesquisa se daria em duas partes. num primeiro momento a marca xis seria entrevistada num estilo jogo rápido: quais os pontos fracos e fortes, quem é o público-alvo, práticas de preço, concorrência, comunicação adotada e etc. no segundo momento, entraria em contato direito com os clientes dessa marca para aplicar um questionário via e-mail.

não tô pedindo um pedaço da lua, estou? ela disse que demoraria cerca de trinta dias para responder o que eu precisava dela e que a pesquisa com o público não seria possível pois ela não abre o mailing da marca. tentei argumentar mas a essa altura do campeonato, why bother? 

e então me declarei oficialmente ferrada.

próximos passos: comecei a sondar a marca ipsilon que topou me ajudar maaaas que não tem um mailing robusto suficiente para realizar a pesquisa com público o que, se houver concordância com minha orientação, implica e mudar tudo o que fiz até agora e propor um novo problema de pesquisa. e vale ressaltar mais uma vez que estou há 30 DIAS DE ENTREGAR O TRABALHO PRONTO.

chorei? chorei! sorri? de nervoso.

me revoltei? sim! peguei ranço da calma com a que a pessoa te manda um "boa sorte" como se nunca tivesse feito um trabalho de conclusão de curso na vida. no fim do semestre a gente entrega monografia e um pouco da sanidade mental vai junto com ela. boa sorte? era melhor ter mandado eu me foder mesmo.
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