30/11/2017

#BEUC 05 - 'wishlist' de natal

1. caneca cerâmica coração (collector 55) 2. livro 'menina má' (amazon) 3. capa de celular personalizada (gocase) 4. canon g7x (submarino)


28/11/2017

#BEUC 04 - diários de luto #3


desde que minha mãe se foi, há 10 meses, soube que natal e ano novo seriam as datas mais difíceis sem ela. não tinha ninguém nesse mundo que gostasse mais das festas de fim de ano do que dona marília!

todo ano a árvore de natal tinha um conceito diferente e ela, incrivelmente, comprava presente pra todo mundo sem precisar correr para o shopping na última hora. mesmo que há muitos anos nossa casa não fosse mais o ponto de encontro oficial da ceia de natal, onde quer que fossemos, ela levava alguma coisa - uma cesta de frutas, um arroz, uma farofa... tinha que contribuir com o que pudesse!

o ano novo, desde que me entendo por gente, sempre foi em cabo frio - com exceção do ano de 2015 em que passamos a virada na casa dos sogros do meu irmão, e na virada de 2016 para 2017, quando ela já estava doente de mais para topar alguma farra fora de casa ou sequer tirar o roupão.

talvez graças ao entusiasmo dela nessas datas, durante toda a minha vida, sempre amei essas festas também. mas ao contrário dela, sempre fui terrível para me organizar e confesso ser uma dessas pessoas que está sempre no shopping dia 23 a noite comprando alguma lembrança de última hora #guiltyascharged

nesse ano, porém, me peguei fazendo as coisas de maneira bem diferente. comprei novos enfeites de natal e estou salvando receitas para fazer para a ceia, aqui em casa, ou para levar aonde for, como ela sempre fez. também já estou programando a compra das lembranças e até mesmo pensando em "produzir" minhas próprias embalagens de presente. 

nada disso foi de caso pensado. a movimentação tem acontecido de forma tão natural que só agora me dei conta disso... talvez minha organização espontânea (e raríssima, diga-se de passagem) seja a forma dela se fazer presente nas festas desse ano - e em todas as outras que estão por virão.

isso fez com que esse período parecesse um pouquinho menos vazio e menos dolorido... afinal de contas, it's the most wonderful time of the year e assim deve continuar!




27/11/2017

#BEUC 03 - playlist de natal

terceiro dia de #BEUC e depois da lista de filmes, nada melhor que uma playlist de músicas para ouvir e entrar no clima das festas de fim de ano. aumenta o som e dá o play, dj:


26/11/2017

#BEUC 02 - [resenha] quinze dias

ou sobre o livro que li em menos de 24h

logo que começaram a anunciar descontos da black friday, aproveitei a oportunidade para comprar livros - como um presente de natal para mim mesma - e assim  quinze dias de vitor martins chegou aqui em casa. eu tinha acabado a leitura de dias de abandono e randomicamente escolhi uma leitura para emendar e não perder o ritmo.

vamos à uma breve sinopse:

felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no youtube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática.

sentei no sofá, dei uma passeada pelas páginas e confesso que não nutri grandes expectativas pela narrativa. depois de ler uma obra de elena ferrante, qualquer outra coisa que viesse em seguida iria parecer raso de mais. boy, was i wrong?

o livro tem 16 capítulos, um que narra o "antes" do começo das férias e serve para contextualizar melhor a história e outros quinze, um para cada dia de férias em que se desenvolve a narrativa principal.

a narrativa em primeira pessoa, contada sob a perspectiva de felipe, começa com o garoto se descrevendo. ele é um adolescente de 17 anos, gordo, cheio de inseguranças e que enfrenta um bullying pesado por parte de seus colegas de escola. por essa razão, as férias de julho são muito aguardadas! ele não vê a hora de passar 30 dias enfiado dentro de casa, assistindo séries e aproveitando o tempo longe daquela tormenta diária. o que felipe ainda não sabe é que sua mãe concordou em hospedar caio, vizinho deles, por quinze dias, enquanto os pais do garoto viajam para o chile em uma segunda lua de mel... e caio é crush de felipe.

não vou além disso para não estragar a história para futuros leitores, mas posso dizer que página após página, essa história me prendeu tanto que li o livro inteirinho em menos de 24 horas - mesmo tendo responsabilidades batendo à porta ¯\_(ツ)_/¯

vitor tem uma escrita moderna e simples, sabe conversar com a gente com facilidade e é impossível não se reconhecer em alguma situação descrita no livro. identifiquei a mim e amigos meus em vários pontos da narrativa e talvez por isso tenha sido tão difícil largar quinze dias e deixar o resto da leitura para depois. as descrições tem tantos detalhes que a gente lê e já vê o filme na cabeça.

eu parecia estar envolvida em um bate papo com um conhecido: felipe se tornou um amigo, mergulhei em seus pensamentos mais íntimos e torci por ele a cada virada de página. terminar o livro foi um misto de satisfação e saudade, pois em pouco tempo já tinha me apegado a cada um dos personagens que participam da trama e sem dúvida alguma, torço uma continuação dessa história.

pontos extras para a sutileza com que vitor aborda quesões de bullying, gordofobia e sexualidade. apesar de temas tão carregados de polêmica, a gente passa por eles com leveza e a reflexão acontece quase sem que a gente se dê conta dela.
 ________________________________________________________


(clique na imagem para comprar)




título original: quinze dias
autor: vitor martins
editora: globo alt
gênero: romance
páginas: 208
edição: 2017








25/11/2017

#BEUC 01 - filmes de natal

acho que - para mim - seria impossível começar o #BEUC sem uma lista de filmes de natal. de todas as coisas que mais amo nessa época, assistir filmes sobre o tema é uma das minhas tradições preferidas. 

amo tanto essa tradição, que geralmente assisto os mesmo filmes sempre, mas pra mim é impossível enjoar, afinal de contas tradição é tradição e disso eu não abro mão. bora pra lista?



6 filmes para entrar no clima do natal


1. esqueceram de mim (home alone)

Quando o levado Kevin McCallister, de oito anos de idade, não se comporta na noite antes de uma viagem da família para Paris, sua mãe o faz dormir no sótão e ele deseja que sua família não estivesse em casa. Após os McCallister irem para o aeroporto sem Kevin, que acorda e assume que o seu desejo de não ter família tornou-se realidade, ele percebe que dois vigaristas planejam roubar sua residência e, que sozinho, deve proteger a casa da família.


2. o estranho mundo de jack (the nightmare before christmas)

Jack Skellington, o Rei das Abóboras, se cansa de fazer o Dia das Bruxas todos os anos e deixa os limites da cidade. Por acaso, acaba atravessando o portal do Natal, onde vê a alegria do espírito natalino. Ao retornar para a Cidade do Halloween, sem ter compreendido o que viu, ele começa a convencer os cidadãos a sequestrarem o Papai Noel e fazerem seu próprio Natal. Apesar de sua leal namorada Sally ser contra, o Papai Noel é capturado e os fatos mostrarão que Sally estava certa o tempo todo.

3. simplesmente amor (love actually)

Nove histórias que se entrelaçam mostrando as complexidades da emoção que nos conecta a todos: o amor. Entre os personagens, o belo recém-eleito primeiro-ministro britânico, David, que se apaixona por uma jovem funcionária. Uma desenhista gráfica, Sarah, cuja devoção a seu irmão, doente mental, complica sua vida amorosa. Harry, um homem casado tentado por sua atraente nova secretária. São vidas e amores que se misturam na romântica Londres, e atingem o seu clímax na noite de Natal. 

4. o grinch (the grinch who stole christmas)

O rabugento Grinch faz de tudo para acabar com o Natal dos cidadãos de Quemlândia. Seu plano é roubar das pessoas tudo que tenha ligação com a data, até que a menina Cindy Lou Who resolve ficar amiga dele.

5. um natal muito, muito louco (christmas with the kranks)

Luther Krank, farto da exploração comercial do Natal, decide esquecer o feriado e viajar de férias com sua esposa. Uma decisão simples, pois a filha está bem longe mesmo. Mas, quando a filha decide, de repente, que os visitará no Natal, tudo se complica no planejamento de um Natal de última hora.

6. um duende em nova york (elf)

Buddy foi acidentalmente levado para o Polo Norte quando era criança e criado, até se tornar adulto, entre os duendes de Papai Noel. Sentindo-se deslocado, o adulto Buddy viaja para Nova York, em uma roupa de elfo, à procura de seu verdadeiro pai. Ele encontra Walter Hobbs, um cínico homem de negócios. Depois que um teste de DNA prova que ele é o pai, Hobbs relutantemente tenta começar um relacionamento com o infantil Buddy, com resultados caóticos.

tem mais filmes pra indicar? deixa um comentário!



24/11/2017

ainda somos os mesmos

aos meus pais,

já estamos no mês de novembro, o ano é 2017. veja bem onde chegamos! sim, muita coisa que vivemos até aqui não foi planejada, né? mamãe por exemplo não está mais aqui, fisicamente ao meu lado... e lá se vão 10 meses. papai enfrenta grandes desafios, mas com a mesma garra, coragem e determinação de sempre. e eu... bem, eu finalmente vou formar na faculdade né? talvez a maior lição que nós três tenhamos aprendido esse ano é de que nem sempre a gente está preparado para a vida. fazemos planos e a vida faz outros. esse clichezão mesmo que a gente sempre ouve falar mas acha que com a gente o buraco é mais em baixo. mas sei que vocês me prepararam da melhor forma que puderam e que muitas vezes me protegeram daquilo que parecia assustador de mais. hoje caminho com as próprias pernas e ainda tropeço bastante! ah, como tropeço... mesmo aos 28 anos não me sinto 100% preparada para caminhar sozinha. apesar disso, sei que não tenho escolha. é hora de colocar em prática tudo aquilo que vocês me ensinaram, até mesmo sem perceber. é impressionante como me vejo fazendo coisas exatamente como você, mãe, e falando exatamente como você, pai. aonde quer que os caminhos nos levem, vocês estarão aqui, dentro de mim. obrigada por todos os carinhos, mimos, broncas, passeios e oportunidades que vocês me deram... mas principalmente, obrigada pela vida que vivemos juntos!

com amor, 
ana.

___________________________________________________
esse post faz parte do desafio 30 dias de cartas e clicando no link você acompanha o andamento desse projeto.

23/11/2017

[resenha] dias de abandono

as mulheres sem amor dissipavam a luz dos olhos, as mulheres sem amor morriam vivendo. (dias de abandono, p. 41)
foto: ana mattos/a teoria de todas as coisas

elena ferrante é unanimidade entre as indicações literárias que tenho visto nos últimos meses. já há algum tempo me via ansiosa pela oportunidade de ler algo da autora e eis que essa oportunidade chegou na forma de dias de abandono, publicado sob o selo biblioteca azul, da editora globo livros. antes de mais nada, uma breve sinopse (retirada da contracapa do livro):

depois de quinze anos de casamento, olga é abandonada por mario. presa ao cotidiano estilhaçado com dois filhos, um cachorro e nenhum emprego, ela se recusa a assumir o papel de povorella (a "pobre mulher abandonada"). essa opção projeta um turbilhão de obsessões, angústias e ímpetos violentos, capazes de afastar olga do fato de que as derrotas precisam ser assumidas para que a vida possa enfim seguir adiante. 

o livro é curtinho, 183 páginas, mas a densidade da história não permite que a leitura seja tão fácil assim. li pouco mais da metade da obra com uma rapidez surpreendente, mas a partir daí, fui me arrastando, não por ser um livro ruim, mas por ser uma história incrivelmente pesada.

precisei de pausas para respirar.

dias de abandono é uma narrativa em primeira pessoa, ou seja, vamos acompanhando a história toda sob a perspectiva de olga, a mulher abandonada por seu marido após 15 anos de casamento e dois filhos. isso acontece logo na primeira página do livro e portanto, o suplício de olga não demora a ter início.

diante de nossos olhos, essa mulher começa a se transformar em uma pessoa totalmente diferente do que dizia ser antes de sua separação. ela se vê lidando com responsabilidades que antes eram divididas por dois: filhos, contas para pagar, o cachorro otto, a administração da casa... se torna uma pessoa apática, por vezes agressiva e incapaz de dar atenção a seus filhos.

isso se estende por quase toda a narrativa, mas olga vive o ponto alto de seu drama em um dia que precisa lidar com um de seus filhos e seu cachorro doentes - ao mesmo tempo. aqui prefiro não entrar em detalhes pois spoilers, né mores? mas encaro esse acontecimento como um divisor de águas na transformação de olga.

sutilmente, elena ferrante traça uma crítica muito interessante sobre o papel da mulher abandonada na sociedade. mulheres forçadas a lidar com uma decisão unilateral de desmanchar um casamento, onde muitas vezes, abriram mão de seus sonhos e vontades em favor de um homem que agora, com o estalar de dedos, vai embora para não voltar mais. mulheres forçadas a viver no limbo da solidão.
________________________________________________________

(clique na imagem para comprar)



título original: i giorni dell'abbandono
autora: elena ferrante
editora: biblioteca azul / globo livros
gênero: ficção
páginas: 183
edição: 2016

21/11/2017

sessão de terapia - 642 coisas sobre as quais escrever #2

a palavra terapia soa - em minha cabeça - um tanto invasiva. sentar diante de um (a) estranho (a) e despejar-lhe minhas aflições é algo que causa verdadeira torção de nós no estômago, e mesmo assim, lá vou eu em direção ao consultório do psicólogo.
aflita, sentei na sala de espera tentando manter a postura de quem já fez isso várias vezes e encara aquela consulta como algo muito natural. por dentro gritava "AAAAAAAAAAAAA". o tempo pareceu passar mais lento que o normal e a ansiedade já fazia seu papel: mãos suadas, dores no estômago, cabeça latejando... vontade de sair correndo, mas sem forças para fazê-lo.

eis que ouço chamarem meu nome. levanto decidida, mas as pernas quase cedem sob tamanha responsabilidade de dar os passos finais para fazer da tal terapia.

o nome do psicólogo era jacques (como o famoso psicanalista de sobrenome lacan) e já achei tudo muito caricato - quase uma pegadinha. ele me recebeu alegre, mas com a devida formalidade que o ambiente exigia. apesar disso, ele trajava calça cáqui, tênis esportivo e uma camisa xadrez que provavelmente já viu dias melhores. também cheirava a cigarro.

me sentei em um sofá de dois lugares, feito em couro marrom escuro. parece que o famoso divã caiu em desuso e com isso fiquei aliviada. a ideia de expor meus sentimentos e pensamentos mais íntimos enquanto fico informalmente estirada no dito cujo me parecia ainda mais desconcertante. 

jacques se sentou em uma poltrona posicionada logo à minha frente. empunhando um bloco de notas com a capa preta e uma caneta dessas que parecem caras (e não combinavam com seu figurino desleixado), cruzou as pernas, deu um discreto sorriso e disse "vamos começar?"

antes que eu pudesse organizar meus pensamentos e formar uma frase que fizesse sentido, me debulhei em lágrimas. não foi um choro discreto e imagino que as pessoas do lado de fora, na sala de espera, podiam ouvi-lo com clareza. foi um choro acompanhado de soluços, nariz escorrendo, rosto vermelho e boca trêmula. um espetáculo completo!

criei coragem para levantar o rosto e analisar a reação do psicólogo que sentava ali. para minha surpresa, sua expressão não sofreu qualquer alteração. gentilmente me entregou uma caixa de lenços e depois escreveu uma breve observação em seu bloco de notas. fiquei curiosa mas não soube reagir. 

ainda chorando muito, dei um passeio pelo consultório com o olhar embaçado pelas lágrimas. as paredes eram brancas e nela via-se alguns quadros, certificados e diplomas. num canto à minha esquerda, uma mesa de madeira robusta abrigava um computador com ares de antiguidade. por de trás dela, uma estante cuspia livros distantes de mais para que eu pudesse identificá-los.

sem que eu me desse conta, o choro foi diminuindo e aos poucos consegui tomar as rédias das minhas emoções. me recompondo aos poucos, ouvi a voz de jacques pela terceira vez naquela consulta. sem querer me cortar de maneira abrupta, perguntou se eu estava melhor - ao que respondi com um leve aceno de cabeça -, disse que nosso tempo havia se encerrado e que nos veríamos na semana seguinte. também completou dizendo que a sessão havia sido bastante produtiva, ao que quase reagi com uma gargalhada.

tentei não deixar que ele notasse meu choque ao perceber que havia chorado sem parar por uma hora inteira em frente a um estranho. devolvi a caixa de lenços pela metade, me recompus, peguei a bolsa, me despedi com os olhos fixos no chão e sai. na sala de espera pedi um copo d'água à uma secretária muito solícita. nas cadeiras de espera, um rapaz nervoso de mais para disfarçar. talvez aquela também fosse sua primeira sessão de terapia e meu choro histérico tenha lhe trazido ainda mais preocupação. 

enquanto tomava a água, a porta se abriu e jacques chamou pelo rapaz: "augusto, pode entrar." ele se levantou, me pareceu ainda mais inseguro e as pernas quase cederam sob tamanha responsabilidade. augusto dava os passos finais para fazer da tal terapia.



18/11/2017

uma metáfora sobre a (minha) vida

ou, sobre a chuva que vem de repente

o céu estava aberto e a moça de vestido laranja e sapatos baixos se colocou de pé no ponto de ônibus aguardando veículo que fosse carregá-la ao seu destino. a rua estava movimentada e o comércio ainda funcionava agitado.

aos poucos foi percebendo que o tempo começava a virar. primeiro o vento, em seguida o surgimento ainda tímido de algumas nuvens cinzas. sentiu-se tranquila pois o guarda-chuva estava na bolsa. imagina-se que também pensou consigo "coitado dos despreparados"... disso já não se pode saber com certeza, pois a cena toda era acompanhada a distância, por uma mulher que se debruçou na janela ansiosa pela tempestade que ia passar.  

o vento foi ganhando forças e as nuvens carregadas começaram a perder a timidez, formando uma grossa camada que escondia o céu azulado. a chuva se formava de maneira curiosa: parecia uma escola de samba pronta para cruzar a avenida, indo de um ponto a outro, servindo de espetáculo ao público.

a mulher debruçada na janela observava a cena com curiosidade.

a moça de vestido laranja abriu seu guarda-chuva num gesto confiante de quem tenta estar sempre um passo à frente. olhava para os demais pedestres: uns também já haviam aberto seus guarda-chuvas, outros corriam e procuravam abrigo em alguma loja, com a desculpa de estar procurando alguma coisa para comprar, ou debaixo de alguma marquise, sem tanto pudor. aprumou ainda mais seu corpo, como se fizesse um gesto de vitória: "essa tempestade não me pega!"

a chuva grossa começou a cair. 
a mulher olhava da janela.
a moça de vestido laranja orgulhava-se da sua precaução em forma de guarda-chuva.

a confiança parecia não ser virtude somente dela. perdendo a timidez, o vento soprava cada vez mais forte e fazia esvoaçar os cabelos e o vestido laranja da moça que começava a se incomodar. o guarda-chuva não a protegia do vento que insistia em levar a tempestade até ela.

num sopro repentino, lá se foi o guarda-chuva e com ele, lá se foi a calma da moça de vestido laranja.

ainda na janela, a mulher observava a cena: parecia impossível, mas a tempestade e o vento ganharam ainda mais força.  

a moça de vestido laranja - e agora sem guarda-chuva - dá alguns passos incertos na tentativa de recuperar o objeto que lhe foi tomado. distraiu-se a ponto de não perceber que o vento agora agitava mais que a chuva e soltava no ar pequenas folhas e pedregulhos. 

recuperou o guarda-chuva que havia caído a poucos metros e a mulher da janela pensou ter notado um pequeno sorriso no canto da boca da moça de vestido laranja que ainda se erguia distraída. tão distraída que não percebeu o que vinha em sua direção: ao se virar, o vento a atingiu em cheio com uma pedrada no peito. 

sem graça, curvada e derrotada, a moça de vestido laranja desistiu de esperar pelo ônibus. se pôs rente à calçada segurando seu guarda-chuva em frangalhos, acenou, entrou no táxi e partiu. a mulher da janela pensou:  "lá vai ela. certamente chegará ao seu destino, mas aposto: não esperava levar uma pedrada no caminho."

17/11/2017

here, there and everywhere

rodrigo,

para você, nem todos os versos de amor do mundo seriam suficientes. digo isso pois a experiência me permite: em 6 anos de relacionamento nunca fui capaz de escrever um texto que fizesse justiça aos meus sentimentos. talvez o nossa amor não tenha sido à primeira vista (ou à segunda), mas sem dúvida alguma é um amor de todas as outras. não canso de dizer: que sorte a minha ter encontrado uma pessoa que me transborda - pois já sou completa. amo todas as vezes que você puxa minha orelha, ri das minhas bobagens e acredita nos meus planos mais loucos. amo poder dizer que mesmo 2017 tendo sido um ano tão filho da puta difícil, você fez com que ele fosse suportável e em muitos momentos, feliz. nessa vida você caminha ao meu lado, e algumas vezes, me carrega no colo. quando fica difícil, você segura a minha mão e vai na frente, me protegendo das coisas ruins. mas, com certeza, o que mais amo em você é o seu jeito de sempre me puxar para a realidade quando começo a flutuar de mais. por me dar tanto amor e permitir que eu ame você à minha maneira, obrigada!

com amor,
ana


___________________________________________________
esse post faz parte do desafio 30 dias de cartas e clicando no link você acompanha o andamento desse projeto.

16/11/2017

o lado bom da vida

lisi,

nunca imaginei que escrever uma carta endereçada a você fosse se tornar um desafio. isso porque quando penso em tudo que a gente já viveu, sou incapaz de resumir em poucas linhas. lá se vão tantos anos de amizade que já nem sei mais fazer a conta. temos experiências que vão de fins de semana no retiro do chalé até um mês inteirinho fazendo nossa eurotrip (o que dizer dessa eurotrip? amém, eurotrip!). do seu lado vivi inúmeras desilusões amorosas, paixões estranhas, madrugadas de internet (bate-papos do uol, icq e namoronet), crises de riso, bilhetes escritos, micos homéricos e passeios no shopping. descobrimos o fantástico mundo das baladas juntas e conhecemos os lugares mais bizarros que alguém poderia frequentar. as lembranças dos meus antigos diários são repletas de você e das nossas experiências. a vida não me deu uma amiga, me deu uma irmã, dessas que aparecem aqui em casa depois das 3h da manhã só para me ouvir chorar. quantos foram os fins de semana reclusas em casa, fazendo maratonas de filmes de terror regadas a muita nutella? quantos amigos incríveis fizemos ao longo dessa caminhada? e quantos amigos deixaram de ser? a verdade é que dos que vem e os que vão, você continua aqui, amiga, psicóloga, madrinha de casamento e irmã. que os anos a seguir sejam ainda mais incríveis e cheios de lembranças para somarmos em nossa história!

com amor,
ana


___________________________________________________
esse post faz parte do desafio 30 dias de cartas e clicando no link você acompanha o andamento desse projeto.

15/11/2017

ela, tão ela - 642 coisas sobre as quais escrever #1


sentada no sofá, ela faz mil coisas ao mesmo tempo. lê, vê televisão e bate-papo com quem está ao seu lado - sem se esquecer um minuto sequer - de seu telefone. soa quase estranho chamá-la de mulher, pois a alma permanece como a de uma menina. é isso, uma menina mulher de cabelos castanhos e os olhos escuros como o céu da madrugada, sempre acompanhada de seus óculos de grau de aros grossos e pretos. a ansiedade se reflete no suor das mãos, nem grandes nem pequenas. a pele branca é sensível ao mais singelo toque e os arrepios surgem com a facilidade de um sopro. o sorriso, sua característica favorita, é largo e ligeiramente torto. a expressão, às vezes meio enrijecida, a deixa com cara de poucos amigos, mas no fundo o coração é mole como brigadeiro de colher - sua sobremesa preferida. os pés tamanho 38 estão sempre descalços e preferem sapatos baixos.

dança na sala de casa como se a janela não a expusesse ao mundo lá fora. balança o corpo nem gordo nem magro enquanto olha apaixonada o marido que a assiste soltando altas gargalhadas que ecoam pelo apartamento. o nariz pequeno e com a ponta ligeiramente arrebitada vive entupido e ela nem sabe o porquê. ela é assim, distraída, defeituosa e tudo bem. 

a estatura mediana muito engana, pois ao caminhar, a cabeça ultrapassa as nuvens. sonha alto, sonha muito... ela, tão ela.


13/11/2017

30 antes do 30 - um contagem regressiva

não faz muito tempo que me dei conta de que estou muito (muito) perto de fazer 30 anos. para ser mais exata, faltam 1 ano 3 meses para a fatídica virada. 100% inspirada pelo post da isa vim aqui fazer uma lista de 30 coisas que gostaria de fazer antes de virar uma balzaca.

posso dizer que quando tinha meus 15 anos, jamais imaginaria estar onde estou agora, jamais teria imaginado viver as coisas que vivi... às vezes a gente sonha alto de mais, às vezes de menos. o fato é que nesses 28 anos aprendi que o mundo da muitas voltas!


completar 30 anos carrega um certo estigma e a gente acaba ficando muito meio ansioso com isso. então, assim como a isa, resolvi fazer do limão uma limonada e transformar esse tempo de "espera" em algo produtivo e fazer coisas boas (ela é ambiciosa, ela)! segue a lista:
  1. me tornar uma pessoa mais produtiva: eu tenho uma dificuldade surreal de administrar o meu tempo. se eu tenho um compromisso hoje às 14h, eu acho que não vai dar tempo de fazer nada e fico travada. quero muito conseguir ser mais produtiva com meu tempo.
  2. fazer terapia: faz tempo que sei que a terapia faria muito bem pra mim, mas ainda não tive coragem de dar o passo definitivo. quero fechar essa pendência o mais rápido possível. 30 antes dos 30 - fazer terapia
  3. melhorar minha alimentação: desde pequena minha alimentação sempre foi bem zuada e tenho muita dificuldade de mudar isso. quando eu era pequena, meus pais me chamavam de formiga, ou seja  ¯\_(ツ)_/¯
  4. ter um emprego fixo que me satisfaça: hoje trabalho como freelancer e sempre achei que isso me bastaria, mas já faz algum tempo que trabalhar dessa forma não me satisfaz mais. tô correndo atrás disso e espero riscar esse item logo! #wishmeluck
  5. fazer um curso de fotografia: desde que juntei minha grana e comprei uma câmera profissional (usada e honesta) há alguns anos, descobri uma grande paixão. com o passar do tempo o hobbie foi ficando de lado e já nem lembro qual a última vez que peguei na câmera para fazer um clique. quero muito vencer a preguiça e me inscrever em um curso de fotografia para evoluir essa prática.
  6. fazer mestrado: nos últimos tempos da faculdade tenho sentido cada vez mais vontade de emendar e mergulhar em um mestrado para dar aulas. amo o curso de publicidade, mas só de pensar em trabalhar enfiada em uma agência já bate a coceira do desespero. 
  7. parar de comer carne: essa é uma meta ambiciosa. já faz tempo que prometo a mim mesma que vou adotar um outro estilo de vida e abdicar da carna de uma vez por todas, mas ainda não fui capaz. fica aqui anotado, então, para servir de motivação.
  8. me tornar uma dona de casa melhor: vale dizer que não é no sentido patriarcal da coisa. quero apensas cuidar melhor da minha casa, fazer compras com regularidade e cozinhar mais do que telefonar para o delivery (o dinheiro agradece).
  9. ir para nova york: quando eu penso em ny, tenho a sensação que morei lá em outras vidas (ata)... fiz uma viagem para a cidade com minha mãe, em 2007, e o clima daquela cidade entrou no meu sangue. nunca mais voltei e sempre prometo que minha próxima viagem vai ser pra lá... e nunca é. pois então, quero voltar a nova york antes dos 30!
  10. administrar melhor minha grana: eu sou uma negação para contas, nunca sei o quanto gastei de verdade e minhas finanças são uma bagunça mesmo. 
  11. assistir mais shows: aqui em casa a gente ama música! meu marido inclusive é músico e a gente se conheceu exatamente num show da banda dele. a gente tinha o hábito de ir muito em shows, mas com o tempo essa frequência foi diminuindo cada vez mais.
  12. ir mais ao cinema: o netflix (e as práticas de pirataria que não devem ser nomeadas) realmente estragou a experiência de curtir um cinema no fim de semana, né? tá, o preço de um rim pela sessão também é grandes responsável por isso, mas tem tanta promoção atualmente que essa desculpa não cola mais. voltemos ao cinema!
  13. frequentar uma academia com regularidade: o prédio onde moro tem uma academia equipadinha e nem assim a dondoca aqui se dispõe a descer no elevador e fazer uma hora de atividades físicas. chega, né? quero malhar (mentira, não quero, mas preciso).
  14. ser menos procrastinadora: sim, sou mestre na arte de procrastinar e na última hora começo a pirar para fazer o que preciso. quero perder o hábito de viver perigosamente e estar um passo à frente nos meus compromissos. aliás, eu deveria estar revisando minha monografia, mas tô aqui redigindo essa lista.  
  15. me irritar menos com as pessoas: eu me estresso muito, o tempo todo. tenho uma dificuldade imensa de lidar com pessoas sem sofrer de gastrite nervosa. vamos mudar? vamos!
  16. reformar meu guarda-roupas: desde do ano passado, quando me casei, venho querendo diminuir a quantidade de roupas no meu armário, mas mais do que isso, quero aprender a comprar roupas com mais consciência. tô cheia de coisas que não uso e isso vira um ciclo viciante de compras que não fazem sentido para o meu estilo. pensei em criar um canal no youtube para acompanhar essa mudança, o que cês acham?
  17. viajar mais: eu e rodrigo sempre adoramos viajar, que fosse para alguma cidade aqui perto passar o fim de semana ou comemorar alguma data especial. com a chegada das cachorras esses hábitos mudaram, pois a gente fica sem ter como deixá-las sozinhas. a meta é encontrar uma hospedagem de confiança e que a gente possa perder o medo de passar uns dias longe delas.
  18. ler mais: 2017 foi um ano em que meus hábitos de leitura melhoraram consideravelmente, mas não estou nem perto do que eu gostaria. 30 antes dos 30 - ler mais | quero ser rory gilmore
  19. manter esse blog vivo: sim, isso precisa ser uma meta registrada. sei das minhas inconstâncias com os projetos de blog que crio, mas tô num apego tão grande com esse aqui que não quero que ele tenha o mesmo destino que os outros.
  20. ser mais organizada: dizem que a bagunça externa é reflexo da nossa bagunça interna. se isso for verdade, tô um caos por dentro. de fato sempre fui bagunceira e melhor um pouco, mas tô longe, muito longe de ser uma pessoa organizada e isso vem me causando um incomodo cada vez maior. 
  21. fazer um post para cada item riscado dessa lista: esse item copiei da isa! de que adianta fazer essa lista enorme aqui se eu não puder atualizá-la. por isso, ela servirá de guia também para as publicações sobre cada um desses itens que eu conseguir riscar!
  22. dormir e acordar mais cedo com regularidade: como trabalho fazendo meu próprio horário, meus hábitos de sono variam bastante. 
  23. redecorar o apartamento: nos mudamos no início desse ano para um apartamento praticamente todo mobiliado e desde então colocamos muito pouco da nossa personalidade nele. a gente vive fazendo mil promessas e tendo mil ideias que nunca saem do papel. tenho então esse prazo de 1 ano e 3 meses para deixar essa casa do jeitinho que a gente sonha!
  24. escrever mais: acho que esse item tem relação direta com o n. 19. quero escrever cada vez mais e me sentir à vontade diante da tela em branco. muitas vezes começar um texto novo é tão difícil que parece tortura.
  25. explorar mais o bairro onde eu moro: vivo em um bairro cheio de coisas pra fazer, mas exploro muito pouco dele. para cumprir essa meta pensei em criar uma tag nesse blog e ir compartilhando tudo o que eu for experimentando aqui. 
  26. fazer um picnic: pasmem, acho que - oficialmente - nunca fiz um picnic na vida! como chegar aos 30 anos sem uma experiência como essa? 
  27. dirigir na estrada: pois é, tirei carteira aos 19 anos e até hoje nunca, nunquinha peguei uma estrada. parte disso é medo, parte é falta de oportunidade e vergonha na cara. 
  28. fazer uma ceia de natal em casa: sempre quis  fazer uma ceia de natal para a família na minha casa e com a minha organização. sei lá que fetiche é esse, mas amo tanto receber as pessoas aqui e o natal seria uma ocasião perfeita. essa meta é um desafio e tanto, pois até meus 30 anos só terei duas oportunidades! será que eu consigo?
  29. aprender a falar francês: oui, mon amour! quero aprender essa língua maravilhosa e sair por aí tirando muita onda.
  30. tomar banho de rio: nunca na vida nadei em rio (lago, lagoa e derivados). um misto de falta de vontade e oportunidade mesmo, mas acho que é uma experiência que precisa ser vivida.
torçam por mim e valendo!

12/11/2017

#BEUC - blog everyday untill christmas

meu sonho de princesa como blogueira sempre foi participar do BEDA, mas por razões técnicas isso nunca aconteceu. nesse ano, por exemplo, esse blog nasceu em setembro, ou seja, um mês depois do dito cujo.

e hoje eu estava pensando justamente nisso: ano que vem vou participar do BEDA... o único problema é que ele está muito longe de acontecer! quebrando a cabeça aqui e ali tive uma ideia: que tal se a gente fizesse uma versão natalina do BEDA?

eu amo natal e é um período que sempre me deixa muito animada (a louca das decorações)! unindo o útil ao agradável, nasceu o #BEUC: blog everyday untill christmas. a ideia é começar a postar dia 25 de novembro e só terminar no dia 25 de dezembro. e aí, vale tudo, dicas de filmes natalinos, decoração, planos para o ano novo, resoluções, preparativos... e claro, o bom e velho dia-a-dia de quem está escrevendo - uma ótima forma de documentar nossos últimos dias do ano de 2017.

a ideia era fazer isso sozinha, só para ttc mesmo. mas pensei que seria muito melhor unir a blogsfera nessa projeto e transformar isso numa prática anual! sei que muita gente - e eu também - tem dificuldades de postar e sempre bate aquele bloqueio criativo. 

a pergunta então é: vocês topam? se sim, deixa um comentário aqui em baixo pois pensei em criar uma página aqui no blog com todos os participantes do projeto e a gente ir se linkando! que tal? 

não se esqueçam, então: o projeto começa dia 25 de novembro, ou seja, temos duas semanas para nos organizar! seria muito legal ver mais gente nessa onda. vem comigo?

#BEUC


por ande andei


evidente que nos últimos dias estive por conta de finalizar a monografia e grande parte dos meus dias envolvia apenas isso. apesar de tudo, para manter os níveis de sanidade próximos do normal, também fui fazendo pequenas coisas nos intervalos. 

como sou péssima - uma negação mesmo - em organizar pautas para o blog, é claro que não anotei as coisas que fiz pra transformar isso num resumão. mas, como nem tudo está perdido, tem coisa que ficou na memória e vai poder ser compartilhada sim. vem comeego:

STRANGER THINGS 2



eu não sei nem explicar esse amor que eu tenho pela série. honestamente não há nada na história que ~faça meu tipo~ em termos de seriado, mas gente, é muito amor sim. assistimos a segunda temporada em dois dias ¯\_(ツ)_/¯ e agora bateu a bad do arrependimento porque segundo boatos a série só volta em 2019. como sobreviver? se quiserem resenha da temporada, a gente vê com a gerência o que pode ser feito.

MINDHUNTER


também começamos (e terminamos) a assistir mindhunter no netflix e olha, quase que não dava liga, viu? vi muita gente falando bem da série e o primeiro episódio, pra mim, foi muito fraco... talvez por eu ter criado expectativas em excesso (quem nunca). a gente foi dando uma chance e a série pegou no tranco. o veredito é: curtimos e estamos no aguardo da segunda temporada.

THIS IS US


como contei aqui estou assistindo this is us (e você precisa assistir também!) e nesse tempo de sumiço consegui finalizar a primeira temporada e começar a segunda. que série maravilhosa, pelo amor da deusa!!!!! não tô 100% feliz com o desenvolvimento na história de uma ~certa~ personagem~mas ok, tô de olho pra ver onde isso vai dar.

O EXORCISTA 


tá rolando a segunda temporada de 'o exorcista' e a gente tá curtindo muito! amo séries que contam histórias diferentes a cada temporada - mas os atores principais seguem os mesmos - e essa é exatamente assim, ou seja, se você não viu a primeira, não vai ter tanta dificuldade para entender a segunda. apesar disso, recomendo muito assistir na ordem. 


BOA NOITE E O CONTO DA AIA


comprei esses livros há um mês numa promoção bem boa da amazon (também comprei o it no kindle, mas não preciso nem dizer que a leitura não rendeu e nem vai render, né?) e comecei a ler ambos. vamos deixar claro que 'comecei a ler' significa ter chegado na página 30 e 31 de cada um deles, respectivamente. isso não significa que a leitura não tenha me cativado. o problema todo é que eu estava lendo tanta coisa para o tcc que não sobrava ânimo para uma leitura, digamos, recreativa.  agora que tô mais livre para ler livros que não estejam relacionados a minha pesquisa - sem culpa - vou dar um gás na leitura e claro, fazer resenha aqui pois é disso que o povo gosta, né?

11/11/2017

as vezes tem que dar errado para dar certo


se você ainda não leu meu último post sobre meus dramas de tcc, clica aqui para se atualizar, mas resumindo a ópera, estava tudo indo pro brejo. motivo esse que me levou a sumir daqui por todos esses dias... tive que reescrever uma tonelada de coisas e mudar todo o direcionamento da pesquisa, mas não vamos entrar em detalhes para evitar a crise de gastrite nervosa, não é mesmo?
agora, posso respirar e dizer que SOBREVIVI. enviei ontem o que espero ser a última versão do trabalho para ser revisada antes da entrega final para a banca. CAN I GET AN AMEN UP IN HERE?  agora tô livre pra ler e escrever sobre qualquer coisa e por menor que isso possa parecer para algumas pessoas, eu tô que não me aguento de felicidade (misturada a umas gotas de alívio também).
 
então, meuzamô, aguardem o retorno da programação normal, com resenhas e textões mais frequentes e mandem avisar que eu tô de volta.
nesse meio tempo rolou lançamento da revista maravilha e pra quem curte um bom papo sobre feminismo e empoderamento, o conteúdo é prato cheio. aliás, se você curte tanto o assunto que tem vontade de escrever sobre isso, a gente tá reunindo mais gente para colaborar com nossas colunas! entra lá no site pra ver como participar da nossa equipe :)
 o post de hoje tá meio meio chocho (manco, capenga, anêmico, frágil e inconsistente) mesmo, mas a gente faz o que pode, não é mesmo? então tá bom.