11/04/2018

[resenha] Objetos Cortantes

Objetos Cortantes foi desses livros que peguei para ler com muita certeza de que iria gostar. Gillian Flynn é a mesma autora de Garota Exemplar, livro que devorei com muita facilidade, e por isso, não tive medo de mergulhar nessa leitura também.

Sou muito fâ de literatura policial e com boas doses de mistério, e esse tipo de narrativa é dessas que se deixar, não faço mais nada que não seja ler! #quemnunca

No início, a trama me lembrou um pouco a ideia de Em Águas Sombrias, uma das melhores leituras que fiz em 2017 e que fala muito sobre a violência 'velada' contra mulheres, mas depois, percebi que a história ia bem além disso.

Vamos à sinopse: 

Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado.

Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.


A narrativa tem o ritmo ideal para esse tipo de história: não corre e nem enrola. Além disso, não faz o uso excessivo de personagens, que muitas vezes, causa uma confusão danada e não acrescenta em nada à trama. A leitura simples apesar de abordar temáticas tão pesadas.


Camille é uma personagem com muito carisma e seus medos e traumas, além de sua família para lá de disfuncional, faz com que tenhamos uma empatia crescente por ela. A gente se apega e admira muito a coragem que ela tem para enfrentar os fantasmas de seu passado... e não são poucos.

Além disso, outro ponto positivo da trama é a originalidade de elementos utilizados. Eu sou dessas que ama ler livros (ou assistir filmes e séries) que envolvem um grande mistério e ir tentando acertar quais as respostas vamos ter ao final da história. Em Objetos Cortantes eu me vi incapaz de elaborar teorias. E mesmo quando foi possível imaginar uma solução, eu estava errada. Muito errada. Isso faz com que a leitura nunca fique desinteressante ou entediante.

A escrita de Gillian é muito bem amarrada e ela já provou que sabe como ninguém, falar sobre mulheres perturbadas, mas muito corajosas e destemidas. Por isso, se esse é o tipo de leitura que te atrai, a satisfação é garantida!

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Título original: Sharp Objects
Autor: Gillian Flynn
Editora: Intrnínseca
Gênero: Policial/Suspense/Mistério








06/04/2018

Uma série para te viciar: Riverdale


Eu acho que já perdi as contas de quantas vezes passei por Riverdale no menu da Netflix e sequer parei para ler a sinopse. Achei a série com muita carinha adolescente e por isso, tinha certeza de que não era pra mim.

Hoje vem aqui dizer que eu estava completamente enganada. Graças à indicação de uma cunhada, sentei para assistir a série e foram logo 4 episódios de uma só vez! 

Riverdale traz uma abordagem subversiva de Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes), Jughead Jones (Cole Sprouse), Josie (Ashleigh Murray) e seus amigos, explorando o surrealismo de uma pequena cidade e seus curiosos habitantes. A história começa quando a cidade se recupera de uma trágica perda, o que leva Archie a pensar mais seriamente a respeito de seu futuro. Com isto, ele embarca em uma jornada em busca de realizar o seu sonho de tornar um grande músico; mas cumprir essa missão não será nada fácil, enquanto Archie ainda precisa lidar com sua agitada vida amorosa, dividido entre Betty e Veronica. (Via)

Sim, a série segue vários clichês de narrativas adolescentes americanas, apresenta elementos bastante questionáveis (tipo a relação de um adolescente - menor de idade - e sua professora), mas consegue sair da mesmice com boas pitadas de mistério na trama. Não é o tipo de história que dê nós na sua cabeça, ou que te faça passar horas refletindo... mas com certeza é uma trama que te envolve e te vicia em poucos minutos.

Baseada na HQ A Turma de Archie, o interessante da série é o fato dela não se limitar à sua classificação infanto-juvenil. O terror é bem explorado e não há embelezamento das tramas mais assustadoras.

No lado negativo, a gente tem a sensação de que alguns episódios incluem informações em excesso e isso se bastante cansativo com o decorrer do tempo, pois a trama central acaba ficando esquecida e perde um pouco de seu clímax.

 Mesmo assim, é muito difícil não se apegar aos dramas das personagens e se envolver com o mistério que envolve a história da série. Na Netflix, somente a primeira temporada (com 13 episódios) está disponível, mas a segunda temporada estreou nos EUA em outubro do ano passado e conta com 22 episódios. Outra boa notícia é que há poucos dias, a CW (emissora responsável pela transmissão da série na TV) confirmou uma terceira temporada.


03/04/2018

O banco de trás

A sensação de ver a paisagem "correndo" pelo lado de fora da janela era inquietante. Melhor ainda era poder me deitar no banco e assistir as luzes passando com uma velocidade muito maior do que a que eu podia alcançar com o movimento dos olhos... sensação de liberdade, de velocidade! Assim me lembro do banco de trás do carro do me pai. Das memórias que tenho da minha infância, essa é uma das que permanece mais viva dentro de mim. 

Lembro de voltarmos para casa inúmeras vezes, no fim de tarde, já escurecendo, e sentir o frio na barriga quando o carro acelerado entrava em alguma descida mais ingrime. Belo Horizonte é assim, morro pra todo lado! Uma hora você sobre, noutra você desce... Quase nunca está em vias planas. Mas aquele frio na barriga, aquele que eu sentia quando era pequena, nunca mais senti.

Talvez soe bobo, pequeno, mas sim... esse frio na barriga do carro que desce rápido uma rua ingrime é a experiência mais memorável que tive no banco de trás de um carro. No carro do me pai, quando eu ainda era pequena de mais para sentar e alcançar o chão com os pés.

Frio na barriga, saudades. 



02/04/2018

BEDA - Blog Everyday April

Esse é um post para avisar que vai ter BEDA - só Deus sabe como - e sim, tô começando com um dia de atraso, mas a gente supera esse detalhe.

Pra variar eu não tenho planejamento e não faço ideia de qual será a programação dos próximos dias, mas a graça está exatamente aí! Vai ser um desafio bem massa e tô torcendo para ver outros blogs embarcando nessa também. 

Mas já aviso: estou fazendo o BEDA para me divertir. Ou seja, não vou me martirizar se não sair do jeito que planejei e se não conseguir postar-todos-os-dias-sem-falta. Enfim, para aproveitar a deixa do post, uma lista que resume meus dias nesses últimos tempos.

TÔ ASSISTINDO

Sigo firme na segunda temporada de This Is Us, continuo assistindo episódios de FRIENDS (mesmo que eu já tenha decorado todas as falas), começamos a assistir a segunda temporada de Jessica Jones e não deu liga... tudo indica que vamos abandonar. Tô pra começar Riverdale, pois recebi ótimas indicações. Vocês também conhecem e recomendam? Assistimos toda a segunda temporada de Dr. Foster em um único dia e foi ótimo, mas pra variar, o final foi meio bleh.

Na lista de guilty pleasures sigo vendo meu Big Brother (e xingando muito no Twitter) e comecei a acompanhar - e me apeguei de forma irreversível - Orgulho e Paixão. Faz sei lá quanto tempo que não acompanhava uma novela. Os tempos mudaram, meus amigos!

TÔ LENDO

Comecei a ler Objetos Cortantes e, por ora, tá sendo mara... Tenho tentando não devorar o livro em poucos dias, por motivos de: tenho outros compromissos. Aguardem resenha!

TÔ FAZENDO

Mais uma vez deu a louca e cortei a franja... o resultado está aí. E sim, eu mesma corto, no banheiro daqui de casa, com uma tesoura capenga e coragem - muita coragem. Se for fazer algo parecido, tenha a certeza de ter uns grampos em casa, pois se der errado, você já esconde o resultado e faz a egípcia. 

Uma publicação compartilhada por Ana Angélica Mattos (@anatmattos) em




29/03/2018

Nostalgia #1

substantivo feminino
p.ext. saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado.




28/03/2018

[resenha] O Diário de Anne Frank

I hope I will be able to confide everything to you, as I have never been able to confide in anyone, and I hope you will be a great source of confort and support. (O Diário de Anne Frank, p. 1)
Foto: A teoria de todas as coisas/Ana Mattos

 O Diário de Anne Frank é um livro que ocupa minha estante há cerca de 5 anos, desde que fiz uma viagem à Europa e passei uns dias em Amsterdam. Sempre adorei história e o Nazismo se tornou um dos temas sobre o qual eu mais gosto de estudar. Por esta razão, o Anne Frank Huis foi visita obrigatória durante a viagem.

Como faz alguns anos que estive lá, minha memória não permite lembrar com detalhes sobre o museu, mas sim, foi um passeio bem marcante. Conhecer o famoso "anexo" que serviu de esconderijo para Anne e sua família foi uma experiência única. 

No gift shop do museu resolvi gastar alguns euros e comprar uns livros que vi por lá. Um deles era justamente O Diário de Anne Frank - em inglês -  impresso pela editoria Penguin. Desde que foi comprado, o livro sequer foi folheado e quando cheguei de viagem, ele saiu da minha mala direto para a prateleira onde acumulou poeira até há alguns dias, quando topei o desafio de leitura da Rory Gilmore e vi que ele estava na lista. Seguindo meu projeto de ler - pelo menos - dois livros por mês em 2018, este foi o livro que estreou o ano!

[Obviamente já comecei falhando meu próprio desafio, pois estamos em Março e só agora consegui terminar a leitura, mas enfim, choices.]

Foto: A teoria de todas as coias/Ana Mattos
Anne foi uma adolescente judia que morava com seus pais, Otto e Edith, e sua irmã Margot em Amsterdam, onde levava uma vida normal, gostava de estudar e passava por todos os conflitos comuns a qualquer jovem no mundo. Tudo mudou quando sua irmã recebeu uma carta a convocando para comparecer em um centro de concentração Nazista e sua família se vê obrigada a a fugir e se abrigar em um esconderijo.

A leitura não começou fácil... o livro é de fato o diário de uma adolescente de 14, 15 anos e em alguns momentos parecia que eu havia passado horas investida na leitura e sequer tinha virado duas páginas. A partir de um certo momento que não sei precisar, a tarefa passa a fluir com muito mais naturalidade, talvez por já estarmos um pouco mais habituados com Anne e as pessoas que fazem parte de seu cotidiano. 

Sincera, ela deixou relatos de um período terrível, descritos sob a perspectiva inocente de uma jovem da época e isso faz toda a diferença. A história nos envolve, nos emociona e nos ensina muito sobre a crueldade humana que manchou para sempre a história do mundo.

O mais incrível na leitura deste livro é nos deparar com histórias que misturam meros conflitos típicos da adolescência, com medos reais de guerra, bombardeios, fome, prisões e mortes. Impossível não ser tomado por um sentimento de aflição ao ler o dia-a-dia do anexo secreto.

Essa é uma leitura que se encaixa na categoria "todo mundo deveria ler na vida" e sempre que eu puder, irei recomendar. Acredito que O Diário de Anne Frank tenha uma lição para cada um de nós, portanto, mesmo que seja difícil, a leitura torna-se essencial.

27/03/2018

Vinte e nove

Já passa da meia noite e com isso me dou conta de que faltam 29 dias para meu vigésimo nono aniversário. É um contagem regressiva cheia de expectativas e desejos de superação. Pela primeira vez soprarei as velas sem ter meus pais ao meu lado. 
Colagem: A teoria de todas as coisas/Ana Mattos
Aniversário é ano novo, página em branco, recomeço... pelo menos é assim que eu encaro as coisas por aqui. Com isso, um pouquinho do vazio que eu sinto se preenche com as esperanças de renovação.

Os planos para o "grande dia" são muitos: bolo, bebidas, balões, muitas fotos e amigos reunidos aqui em casa, do jeito que eu mais amo! Mas, também quero me planejar para os dias que precedem meu aniversário: aproveitar os 29 dias que tenho até lá, para me dar pequenos presentes. Alguns materiais, outros não.

Quero colocar minhas leituras em dia, assistir mais filmes, tocar o projeto de decoração do apê, retomar meu bullet journal e enfim, curtir mais da minha própria companhia. 

É isso, esse é o presente que me darei esse ano: mais de mim mesma

O blog também é parte desse projeto. É por isso que se você já frequenta esse endereço, percebeu mudanças. Não, não é novidade nenhuma que eu vivo remexendo o visual desse diário, mais eis um formato que finalmente casou com o que eu buscava todo esse tempo (e sim, as colagens voltaram <3). Portanto, não esperem outras mudanças tão cedo! Esse formato veio para ficar (será?).

Então é isso.Seja bem-vindo, inferno astral... desejo que você seja paraíso!

25/03/2018

[resenha] Requiem


pode conter spoilers, mas acho que não.

Atualmente tenho me sentido meio órfã de séries... tudo que eu acompanho acabou ou está em pausa. Com isso, sigo numa busca incessante por novos vícios. Quando vi o trailer de Requiem, achei que a série seria uma boa forma de substituir algumas produções que me deixaram na mão nesses últimos tempos.

Classificada como um mistério sobrenatural, a série tem apenas 6 episódios e foi produzida e exibida originalmente pela BBC, estreando na Netlifx na ultima sexta-feira (23.03). Requiem conta a história da renomada violinista Matilda Grey (Lydia Wilson) e sua busca por respostas após o traumático suicídio de sua mãe. 

Não preciso nem dizer que a maratona correu livre aqui no sábado. né? Em uma única sentada, assistimos todos os 6 episódios disponíveis. Isso não é necessariamente um elogio e logo explico o porquê. 

Sim, o mistério te prende bastante, a história começa sendo bem construída e conta com todos os elementos que conduzem um bom mistério, sem escapar de um ou outro clichê, claro. Em alguns momentos você chega a achar que não há nada de sobrenatural envolvido na trama, principalmente com o envolvimento da investigação policial que acontece ao longo na narrativa. 

Tudo isso faz com que você se apegue à história e invista seu tempo nela. Mas o final... bom, o final não te recompensa por isso. Como tem sido irritantemente comum (Ei 'Vende-se esta Casa', tô falando com você!), as promessas são apenas promessas. Tudo aquilo que vai sendo construído ao longo dos episódios e te deixando cada vez mais ligado na trama, se torna decepção na season finale da série. Foram minutos de muito tédio e pouquíssima explicação, com alguns elementos que, no fim das contas, sequer fizeram sentido para o contexto geral da história.

Não posso dizer que não fiquei surpresa. Com o ritmo das coisas, a gente percebe que muito provavelmente não vai receber as respostas que espera, mas mesmo assim, a chama da esperança permanece acesa até a subida dos créditos.

Se a série não produzir uma segunda temporada (rolam boatos que sim #oremos), a coisa fica ainda pior. Não superei Gypsy, por exemplo. A gente se sente meio enganada, tipo aquele boy lixo que todo mundo já conheceu na vida: você investe seu tempo e recebe vários nada em troca.

Enfim, assistam e se empolguem com moderação.

21/03/2018

[resenha] Verónica


Verónica tinha tudo para ser mais um filme de terror cheio de clichês e elementos que a gente já cansou de ver por aí. A fórmula batida dos filmes do gênero, que constroem uma narrativa em torno de jovens que resolvem se arriscar na brincadeira de um tabuleiro Ouja, definitivamente não faz parte desse longa. 

Ambientado nos anos 1990, na cidade de Madrid, na Espanha, o filme conta a história de uma adolescente de 15 anos que alterna sua rotina entre escola, amigos e o cuidado dos irmãos mais novos. A mãe de Verónica trabalha em um bar e por isso é figura muito ausente em sua casa. Num dia de eclipse solar, Verónica e mais duas amigas se isolam em um portão da escola em que estudam para usar o tabuleiro Ouja com o objetivo de se comunicar com o pai da jovem. 

Apesar da fórmula batida, a evolução da narrativa vai muito além dos sustos forçados, trabalhando muito bem com um medo quase subjetivo, escondido nas sombras. Além disso, o carisma das personagens é espetáculo à parte, mérito de atores jovens e de muito talento.

Por fim, mais uma produção com trilha sonora 10/10 e que faz toda a diferença no filme. Em alguns momentos a gente até sente uma vibe meio Stranger Things e isso não é nada mal.

20/03/2018

30 antes dos 30 - Fazer terapia


2018 já operou seu primeiro milagre: finalmente criei coragem e comecei a fazer terapia. foi assim, meio no susto que me vi sentada em um sofá, agarrada a uma caixa de lenços e entre um soluço e outro, abrindo minha vida para uma pessoa, até então, totalmente estranha.

A experiência foi bem diferente daquilo que habitava a minha imaginação. Eu não passei uma hora chorando - até porque a sessão durou 45 minutos - e a psicóloga que meu atendeu tinha um consultório bem acolhedor. Foi incrivelmente libertador.

Dar esse passo exigiu muita coragem. São quase 6 anos de muita reflexão sobre o tema e nenhuma atitude. Não é nada fácil guardar experiências e sentimentos durante tanto tempo e simplesmente se permitir revisitar tudo aquilo que de alguma forma te impede de andar para frente. Se colocar numa posição de tanta fragilidade dá muito, muito medo e muitas vezes a gente prefere fingir que dá conta de tudo sozinha. 

Saí da consulta quase flutuando. Foi como se eu tivesse começado a tirar um peso enorme de cima de mim. Um peso que eu nem mesmo sabia que estava carregando. Um peso que em muitos momentos impede que eu evolua, tome decisões, promova mudanças...

Uma das primeiras lições que tirei disso tudo é que, muito se engana que acredita que a gente só se acostuma com aquilo que é bom. Também é muito "fácil" se conformar com situações ruins, afinal de contas, estar infeliz é uma ótima "desculpa" para se permitir não sair do lugar. 

Ainda é cedo (muito cedo) para prever os efeitos que a terapia trará para a minha vida, mas o primeiro deles já é muito claro: a gente não precisa chegar ao limite para buscar ajuda e não há nada melhor que ter um espaço onde se possa falar e ser ouvida sem julgamentos. 
É só acolhimento, só amor!
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Esse post faz parte do desafio 30 antes dos 30.

12/03/2018

Um lugar muito legal em BH

Fotos: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos

Domingo é dia oficial de fazer vários nadas, mas ontem a coisa foi um pouco diferente por aqui. Aproveitando o tempo livre, decidimos conhecer o Mercado da Boca, espaço recém inaugurado em BH (porém Nova Lima).


O Mercado da Boca é exatamente isso: um mercado gastronômico que reúne diversos restaurantes e lanchonetes em um espaço gigantesco e muito charmoso! Além disso, o lugar também conta com três bares - em especializado em Gin e outro só com cervejas artesanais de Belo Horizonte.

Para sentar, mesas compartilhadas enormes! Um dos detalhes que mais amei? A iluminação "de feira" que se estende por todo o galpão. Além disso, a coisa funciona de forma muito prática: você faz um cartão de consumo, abastece com dinheiro e vai gastando pelos lugares.


Apesar de muito movimentado, não tivemos dificuldades para sentar e nem para comprar a comida. Ontem elegemos o Morada Mexicana e de sobremesa, sorvetes do Mi Garba! Outro detalhe charmoso do espaço é a Loja da Boca, que vende produtos exclusivos de artistas mineiros. 




MERCADO DA BOCA
mercadodaboca.com.br

10/03/2018

[resenha] I, Tonya


Não sou dessas de entrar na corrida para assistir os filmes indicados ao Oscar antes que a cerimônia aconteça. Aliás, o único que eu tinha assistido essa ano, quando rolou a entrega do prêmio, era Get Out.

Depois que passou todo o burburinho da festa, resolvi assistir I, Tonya, uma das produções que havia despertado a minha curiosidade.

Tonya Harding foi uma patinadora americana bastante controversa: além de não se enquadrar na figura padrão das atletas que praticavam o esporte, sua carreira chegou ao fim após ter sido acusada de mandar quebrar a perna de uma de suas maiores rivais no gelo, afim de conquistar uma vaga para as Olimpíadas de 1994.

Com pitadas de humor negro, o filme mescla imagens de "depoimentos" e relatos das personagens envolvidas na narrativa, com a história narrada. Esse recurso faz com que temáticas pesadas como a violência doméstica sofrida por Tonya, ora nas mãos de sua mãe, ora nas mãos de seu marido, se torne mais leves e toleráveis de serem assistidas. 

Além disso, é com o uso desse recurso que faz com que a história não se limite a mostrar os bons e os maus: todos os personagens são bem mais complexos que isso. É também a partir dos acontecimentos narrados que podemos conhecer o que - muitas vezes - está por traz de esportes tão elitizados. Por mais domínio de técnica que Tonya (Margot Robbie) tivesse, sua imagem não era desejável para representar o sonho americano... seu figurino nunca era bom o bastante, a escolha de músicas de rock e até acor de seus esmaltes eram motivo para que ela pontuasse sempre menos que suas rivais. 


Logo que o filme foi lançado, lembro de ter lido algumas reportagens sobre a história real e ter certeza que assistiria o filme odiando Tonya. No fim, me surpreendi. Por mais que ela tenha tido atitude extremamente reprováveis, ser apresentado a tudo que estava por trás da sua imagem de patinadora me levou a ter muito mais empatia por ela. 

Tonya foi uma menina que cresceu com um pai submisso que a abandonou, uma mãe grosseira e violenta, pobre e rotulada de white trash. Seu talento para patinação era sua única válvula de escape e a única fonte que alimentava sua autoestima. Mais adiante, ela se casa com um homem abusivo que sabia exatamente como manipulá-la para que ela o perdoasse. Tonya vivia no limite, se frustrava com facilidade e estava rodeada de pessoas que alimentavam o que havia de pior nela.

Para evitar o famoso spoiler, paro por aqui, mas não sem antes recomendar que assistam o filme. Eu amei e acho que muita gente também vai gostar. 

05/03/2018

Diários de Viagem #5: Casa Loma e Royal Ontario Museum

Conhecer museus, aonde quer que eu vá, é sempre um item indispensável na minha lista de tarefas. Durante nossa estadia em Toronto, tivemos a oportunidade de conhecer dois lugares muito legais: a Casa Loma e o Royal Ontario Museum. Em ambos os lugares, entramos também com vouchers do CityPASS que mencionei em outro post.

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos
A Casa Loma é um castelo super histórico e muito visitado na cidade. A construção demorou 3 anos para ficar pronta e custou 3.5 milhões de dólares. A propriedade já teve diversos propósitos (já foi inclusive um hotel e serviu de locação para vários filmes) e hoje é um museu que reúne diversas atrações interessantes. No período noturno, por exemplo, rola o Casa Loma Escape Series e parece ser muito divertido!

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos 

Jardim de Inverno | Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos 

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos 

Vista de uma das torres | Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos 

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos 
O Royal Ontario Museum é uma construção gigante e muito linda! Infelizmente não tirei foto do exterior dele, mas é fácil achar algumas fotos no Google. O museu é dividido em por temas, como paleontologia, arte egípcia, zoologia, arqueologia e etc... e também possuem exposições temporárias.

Apesar de bastante movimentado, a visita é muito tranquila, pois as pessoas se dividem ao longo das galerias. Amei, em especial, a galeria egípcia do acervo que tem até uma múmia em exposição!



Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos 

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos 
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27/02/2018

25/02/2018

Diários de viagem #4: para beber cerveja

Eu não me considero a maior cervejeira desse Brasilzão, mas aprecio um suco de cevada vez ou outra. Meu negócio mesmo é vinho, mas como beber essa belezinha custa caro em restaurantes, o jeito é apelar para o drink mais popular, né?

Bom, enquanto estávamos em Toronto, tivemos a oportunidade de beber MUITA cerveja e acho que 4 lugares merecem menção honrosa. Vem comeeego!

Steam Whistle


Steam Whistle é uma cerveja local: nascida em produzida em Toronto. A fábrica ficava do lado de onde estávamos hospedados (em frente a CN Tower e o Ripley's) e além de bar, eles também oferecem um tour guiado sensacional para que a gente conheça todo o processo de produção deles. O melhor? Durante o tour você bebe de graça. Lindo, né? O bar também é superbacana, tem um ambiente bem industrial e em cada mesa, eles disponibilizam opções de jogos de tabuleiro. Dá para perder umas boas horas por lá!

WVRST


 O WVURST é um bar alemão concorridíssimo, mas que vale cada minuto de espera na fila. No melhor estilo mesas coletivas, você tem a opção de pedir e pagar direto no bar, ou "abrir" uma conta e fechar ao final. As opções de cerveja são infinitas, os preços são bem honestos e as comidas, olha, são uma atração à parte. Vai ser parada obrigatória quando eu voltar à cidade!


Bier Markt


O Bier Markt é um bar de cerveja enorme, com telão para transmissão de jogos e um ambiente super aconchegante. As comidas também são gostosas, mas demos azar com as onion rings que vieram extremamente gordurosas e não conseguimos comer tudo. Fora isso, cerveja gelada, atendimento bacana e mais uma vez, preços legais. Vale a visita! Fomos num dia de muuuuito frio e era quase impossível andar na rua, mas o sacrifício foi recompensado.


Mill St. Brewery


A Mill St. fica no Distillery  Historic District (farei um post à parte, pois merece) e é apenas um dos muitos estabelecimentos que existem por lá. Nos lembrou bastante a atmosfera da Steam Whitsle, inclusive com produção local, mas tem mais jeitão de restaurante. Aproveitamos para tomar uma cerveja e almoçar. O passeio valeu ainda mais a pena, pois foi o primeiro dia de neve que pegamos por lá e foi lindo (voltar a pé pra casa depois, not so much) <3