23/01/2018

Diários de Viagem #1: solicitando o visto americano

Decidi dar início aos diários de viagem "começando pelo começo", assim a gente fica mais organizado, né? 
Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos

A hora de solicitar o visto americano é com certeza um momento de muita ansiedade. Eu já havia tirado visto de turismo quando criança e depois um visto de estudante quando fiz intercâmbio, mas sempre acompanhada dos meus pais e a única função era ir com eles ao consulado fazer a entrevista... nunca tinha participado do processo todo. Como dizem por aí, a primeira vez é inesquecível.

A nossa opção pelo visto americano tinha duas razões: 1. poder comprar vôos que fizessem escala nos EUA, uma vez que o visto canadense não serve para entrar nos Estados Unidos, mas o visto americano serve para entrar no Canadá. 2. ter um visto válido para viajarmos para NY no fim do ano. 

O primeiro passo é ter em mãos seu passaporte válido. No caso de passaportes brasileiros, ele precisa ser válido durante o período de permanência nos EUA, enquanto passaportes de outros países precisam de pelo menos seis meses de validade para além da permanência. Na maioria dos casos, a gente deve solicitar o visto da categoria B-1/B-2, qualificado para negócios e turismo. A taxa para essa categoria de visto é de U$ 160,00 e eles não fazem reembolso dessa taxa em hipótese alguma.

Para dar início ao processo de solicitação de visto, é necessário preencher o formulário DS-160 com muita atenção às informações solicitadas. Em seguida você paga a taxa de solicitação do visto e faz os agendamentos necessários. As entrevistas acontecem na Embaixada americana em Brasília, ou nos consulados do Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Nesse momento também é possível escolher a forma de entrega do visto: através dos correios, chegando no endereço escolhido, ou buscando pessoalmente no CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante do Visto). Aqui em Belo Horizonte temos um CASV e é necessário comparecer lá (mediante agendamento também) antes da entrevista no consulado ou embaixada, para fazer a coleta das digitais e tirar a foto que será colocada no visto. 

Optamos pela entrevista no consulado do Rio de Janeiro, por ser mais perto e prático para nós. Saímos de Belo Horizonte às 7h30 para realização da entrevista no consulado às 10h30. Se você também optar pelo RJ, a dica é escolher vôos que desçam em Santos Dummond, pois o consulado fica MUITO perto de lá. Fomos e voltamos a pé sem nenhuma dificuldade! Outra dica é deixar bolsas e mochilas no guarda-volumes do aeroporto (se não me engano pagamos R$ 40,00) e ir para entrevista portando apenas sua pasta de documentos. Não é possível entrar no consulado portanto celulares e ouros eletrônicos de jeito nenhum!

Para a entrevista levamos todos os documentos possíveis e imagináveis: contra-cheques, comprovantes de matrícula, escritura de imóveis, documento de carro, declarações de IR... enfim, tudo que pudesse comprar nossos vínculos com o Brasil. Como solicitamos o visto para na verdade ir visitar meu irmão no Canadá, também levei o documento de permanência dele. Nos fizeram perguntas bem básicas: para que você está solicitando o visto? para onde vai? quanto tempo vai ficar? com o que você trabalha? o que seu irmão faz no Canadá? e no fim das contas, não nos pediram nenhum documento. A entrevista deve ter durado no máximo 5 minutos. A espera é um pouco mais longa porque você acaba chegando antes da hora e eles chamam pela ordem de agendamento. Nesse tempo de espera a gente vê de tudo, inclusive várias pessoas tendo seus vistos negados, o que adiciona uma pitada a mais de ansiedade. Além disso, algumas pessoas eram entrevistas em inglês, outras em português... não parecia ter um critério específico para isso. Nossa entrevista aconteceu toda em português.

Havíamos marcada nosso vôo da volta para às 18h45. Optamos por deixar essa margem grande de segurança, uma vez que era impossível prever quanto tempo ficaríamos no consulado e claro, qualquer imprevisto que pudesse surgir. No fim das contas, retornamos ao aeroporto por volta das 11h e conseguimos adiantar nosso vôo, saindo do Rio de Janeiro 12h15 e chegando em Belo Horizonte às 13h. Tudo muito tranquilo!

No fim das contas, a lição que ficou é que tendo organização e tranquilidade, dificilmente alguma coisa vai dar errado e seu visto será negado. Não adianta chegar lá sem saber dar as informações que pedirem... eles não aceitam respostas vagas e qualquer coisa é motivo para que desconfiem das suas reais intenções.

Vale a pena fazer tudo com muita calma, organização e cuidado... no fim, tudo compensa! E o melhor: o processo de renovação do visto é MUITO mais simples. 

22/01/2018

[resenha] Vende-se Esta Casa

Produção original da Netflix, Vende-se Esta Casa (The Open House) pode ser classificado como um suspense/thriller que nos remete ao - maravilhoso - Os Estranhos, ao analisarmos a premissa da história, mas passa muito longe de ser tão bem executado. 

O filme conta a história de Naomi (Piercey Dalton) e Logan (Dylan Minette), mãe e filho que sofrem com a perda do pai e, sem meios de arcar com as próprias despesas, se mudam remporariamente para uma casa nas montanhas que está à venda e pertence à irmã de Naomi. A única condição é que os dois saiam da casa aos domingos, quando ocorrem as visitações de possíveis compradores.

Cheio de clichês, a começar pelo já batido recurso de "pessoas que vivem em uma casa isolada", o filme parece feito em um molde pré-pronto de como fazer filmes de terror/suspense. A história envolve pouquíssimos personagens e a maioria deles sequer faz sentido para trama, pois não são aproveitados, desenvolvidos e justificados. Além disso, muitas informações - para não dizer todas - também se tornam pura encheção de linguiça.


Barulhos, sumiços de celular, porões escuros e assustadores... tudo isso faz parte de uma trama de roteiro fraco, cheio de voltas e que após 1h34 minutos, faz nascer o único sentimento possível: frustração.

São poucos os filmes que não gostei e que diria "não assistam"... Vende-se Esta Casa se tornou um deles. Se puder, evite. 

21/01/2018

Sumi mas passo bem

Das muitas resoluções que defini para esse ano, estar ativa, mantendo o blog vivo, era uma delas. Eis que não publico nada desde o dia 8 de janeiro... mas antes que a gente já decrete a primeira falha de 2018, aviso: foi por uma boa causa!

Nos últimos dias fiz MUITA coisa, fui MUITO ativa e resolvi VÁRIAS pendências! Can I get an amen up in here? Mas não é só isso: a melhor parte é que surgiu uma viagem imperdível para fazer e tivemos que correr um pouco contra o tempo para nos organizar.

Rodrigo e eu resolvemos ir para Toronto (onde meu irmão e cunhada moram), para passar alguns dias, saindo daqui no dia 23 de janeiro e voltando no dia 2 de fevereiro. Por conta disso, foi necessário resolver uma série de pendências. Antes de mais nada, ambos precisavam renovar os passaportes e depois, foi necessário fazer todo o trâmite para a retirada do visto americano, uma vez que compraríamos passagens passando pelos EUA - e porque no fim do ano queremos ir para NY.

Depois de muita preocupação, milhões de documentos e comprovantes impressos, tudo deu certo, os prazos foram perfeitos e já estamos com tudo que a gente precisa para embarcar.

Tô levando meu computador na mala, o que significa que sim, vão rolar diários de viagem e muitas fotos nos próximos dias, portanto, fiquem de olho se vocês curtem esse tipo de conteúdo. Se alguém tiver interesse em saber como foi o processo para a retirada do visto americano, também posso incluir uma postagem dessas por aqui. Também vou testar um "novo" jeito de fazer a mala e se você, assim como eu, tem sérias dificuldades com isso, e quiser saber se deu certo, avisa aqui que também faço um post. 

No mais, stay tuned! Darei notícias por aqui em breve e como sempre, estarei 100% ativa no instagram.

Via Giphy

08/01/2018

The End of the F***king World

Comecei o ano com o pé direito no quesito 'séries incríveis' para assistir. The End of the F***king World é uma comédia de humor negro e traços de drama, produzida originalmente pela Channel 4 e lançada no Brasil pela Netflix.

A primeira temporada tem 8 episódios bem curtos (cerca de 20 min) e conta a história dos adolescentes desajustados James e Alyssa. Ele acredita ser um psicopata e seu maior desejo é matar um ser humano. Ela é uma sociopata boca suja e com traços de bipolaridade.

A história te cativa já nos primeiros minutos e ao mesmo tempo que a conduta dos dois nos causa certo desconforto, a história se desenrola e na medida que vamos conhecendo suas origens, criamos também uma grande empatia por eles.  

A química entre  Alex Lawther (James) e Jessica Barden (Alyssa) é ingrediente dosado na medida certa para que a história decole e para que a gente se apegue a ela.

Outros dois pontos fortes da produção ficam por conta da fotografia que produz cenas muito incríveis e também da trilha sonora... a vontade é criar uma playlist só das músicas que tocam na série. Amorzinho real <3 

Talvez o humor da série não seja para todo mundo, mas vindo de uma pessoa bem chata e criteriosa com esse tipo de gênero (EU), acredito que muita gente também vai se viciar e consumir a temporada numa sentada só. 




Assistam o trailer:

06/01/2018

#ValeOSusto?


Quem me conhece bem sabe que eu sou verdadeiramente apaixona por filmes de terror, suspense e derivados. Há mais ou menos uns dois anos eu havia criado um blog/site chamado Vale o susto? para resenhar os filmes e séries do gênero, além de compartilhar notícias e novidades sobre o universo do terror. 

Como muitos dos meus projetos, esse também não foi pra frente e eu acabei abandonando a ideia após alguns meses. Apesar disso, sigo vendo filmes e séries do gênero, mas sinto que é um tema meio deslocado aqui no ttc. Pensando nisso - e aproveitando as férias - pensei então em incorporar essa ideia ao blog, através da criação da tag #ValeOSusto? 

A ideia é, portanto, usar o espaço para resenhar tudo o que eu assistir e publicar aqui mesmo. Se o projeto decolar, quem sabe não animo retomar a ideia do site? #ambições 

Vou começar em breve e material não falta! Como declarei que essa tag pode ser retroativa, já vou logo alimentá-la com resenhas de filmes que já vi ao longo da vida e na medida que for assistindo novidades, trago elas para cá também.

E aí, vamos?

Vem gente!

05/01/2018

Bullet Journal 2018

Foto: a teoria de todas as coisas/ Ana Mattos

Ano passado fui envolvida pela bolha dos Bullet Journals ( ou Bujo para os íntimos), mas a festa não durou nem uma semana direito. Eu acabei entendendo que para conseguir manter o dito cujo, eu jamais conseguiria me prender à estética pinterest da coisa.

Apesar disso, sempre funcionei melhor anotando minhas tarefas, compromissos e ideias... minha cabeça é péssima e se eu não escrevo o que tenho que fazer, eu simplesmente me esqueço. Continuei vendo muita gente dando certo com os Bujos, então quis dar mais uma chance a ele. No fim do ano passado comprei um planner da Cícero e resolvi que faria o meu journal do meu jeito e com a minha cara. Nada de símbolos para identificar tarefas, títulos bonitos e caligrafia caprichada. 

Sim, ainda colo umas washi tapes nas páginas e faço umas firulas, mas sem querer forçar de mais a barra. Eu sou do tipo perfeccionista, mas não fui abençoada com a caligrafia mais linda do mundo, então se eu começo a inventar de mais, nunca acho que fica bom o suficiente. Prova disso é que já arranquei duas páginas do caderno, rsrs. 

Enfim, apesar de pouca coisa inserida no Bujo, afinal de contas hoje ainda é o quinto dia do ano, tô satisfeita com o que comecei a criar. Pensando nisso, achei que poderia ser interessante mostrar um pouco do que eu estou fazendo para inspirar pessoas que assim como eu, também sentem dificuldades em manter uma agenda organizada. Ainda é cedo para dizer se esse método que estou adotando vai dar certo, mas, ao longo do ano a gente vai vendo. 

O meu caderno é o Bullet Journal Clássico com páginas quadriculadas e capa preta. Paguei 70 e poucos reais, mas vi agora no site que o preço baixou e está custando R$64,99 #oportunidades. Escolhi o modelo quadriculado justamente para ver se ajuda um pouco na caligrafia... Por ora, está funcionando. 

No início do Journal resolvi criar uma lista de resoluções que pode crescer ao longo do tempo e onde também posso ter controle do que consegui cumprir durante o ano.

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos
Em seguida, criei um calendário do mês, anotei compromissos mais importantes e reservei um espaço para lista de leituras, filmes e séries. Assim fica mais fácil ter controle de tudo que li e assisti, posso fazer resenhas depois e posts com os favoritos do mês, por exemplo. Na sessão aniversários do mês já rolou arrependimento porque graças ao Facebook, eu não sei o aniversário de ninguém. Isso portanto não será repetidos nos próximos meses.
Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos
Por fim, comecei então a planejar os dias individuais da semana. Como comecei a agenda ontem (dia 04/01), não inclui os dias 1, 2 e 3 para não desperdiçar o espaço. Também aproveitei para colar um post-it que serve como lista de compras de supermercado. Como contei no último post, começamos a cozinhar mais para 1. comer melhor e 2. parar de gastar tanto dinheiro com delivery. Com isso, precisamos realizar compras semanais, principalmente de itens hortifruti.
Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos
Na página seguinte (não fotografada), criei um espaço dedicado a publicações no blog. O objetivo é manter uma lista de ideias e programações, facilitando a organização de posts que quero criar a cada mês. 

Por ora, é o que tenho na agenda. Também pretendo reservar uma página de controle financeira e uma para acompanhamento do peso. Ao longo do tempo também vou observar o que é de fato relevante e o que é apenas perda de tempo. Acredito que assim vou conseguir me manter organizada e em dia com meus compromissos pessoais, de trabalho e de faculdade.

Que tal?


02/01/2018

Dois mil e dezoito

Pois então, começamos 2018! Impossível descrever a sensação de alívio que sinto ao me ver - finalmente - livre do ano de 2017.

Hoje ainda é dia 2, mas sinto que já fiz mais coisas até agora do que consegui fazer durante o ano passado inteiro. Que maravilha é se ocupar de projetos pessoais! A virada do ano foi tranquila. Fomos com as cachorras para a casa dos meus sogros e passamos uma noite muito agradável regada a vinho e risadas.

Colocamos em prática nosso plano de cozinhar todos os dias e com isso, reduzir drasticamente nossos gastos com delivery. Com isso também conseguimos começar a comer melhor e dar início ao nosso projeto de emagrecimento e reeducação alimentar.

Foto: a teoria de todas as coisas /Ana Mattos
Conseguimos dar andamento em alguns projetos da casa e com isso, finalmente temos lustre na sala e pendente no quarto (oh a foto lindezinha aí do lado)!

Além disso, me virei nos 30 e finalmente comecei a fazer minhas próprias unhas e também aprendi a dar um jeitinho nas sobrancelhas. Amém, dinheiro economizado! Oremos para que isso perdure...

Também tomei decisões importantes. Apesar de muita gente ter achado que esse texto aqui sobre a sessão de terapia fosse real, ele é mero fruto da minha imaginação. Depois de tanta coisa que vivi nos últimos doze meses, decidi que sim, preciso de terapia! Não porque eu não esteja dando conta das coisas... pelo contrário, me sinto cada dia mais animada com uma vida nova. Mas apesar disso, sempre achei que uma terapia traria benefícios imensuráveis a longo prazo. Não sou perfeita e com certeza posso e devo melhorar muita coisa no meu dia-a-dia. E de quebra, a saúde mental agradece, né mores?

Last, but not least, ganhei de Natal o diário para 5 anos da Intrínseca. O Uma Pergunta por Dia é um diário que serve para fazer exatamente como o nome indica. Cada dia do ano tem uma pergunta e o espaço para que você escreva sua resposta. O diária dura 5 anos e ao final desse prazo, você compara as respostas dadas em cada ano para ver o quanto suas ideias evoluíram e mudaram. Achei a ideia incrível <3

Foto: a teoria de todas as coisas / Ana Mattos