28/03/2018

[resenha] O Diário de Anne Frank

I hope I will be able to confide everything to you, as I have never been able to confide in anyone, and I hope you will be a great source of confort and support. (O Diário de Anne Frank, p. 1)
Foto: A teoria de todas as coisas/Ana Mattos

 O Diário de Anne Frank é um livro que ocupa minha estante há cerca de 5 anos, desde que fiz uma viagem à Europa e passei uns dias em Amsterdam. Sempre adorei história e o Nazismo se tornou um dos temas sobre o qual eu mais gosto de estudar. Por esta razão, o Anne Frank Huis foi visita obrigatória durante a viagem.

Como faz alguns anos que estive lá, minha memória não permite lembrar com detalhes sobre o museu, mas sim, foi um passeio bem marcante. Conhecer o famoso "anexo" que serviu de esconderijo para Anne e sua família foi uma experiência única. 

No gift shop do museu resolvi gastar alguns euros e comprar uns livros que vi por lá. Um deles era justamente O Diário de Anne Frank - em inglês -  impresso pela editoria Penguin. Desde que foi comprado, o livro sequer foi folheado e quando cheguei de viagem, ele saiu da minha mala direto para a prateleira onde acumulou poeira até há alguns dias, quando topei o desafio de leitura da Rory Gilmore e vi que ele estava na lista. Seguindo meu projeto de ler - pelo menos - dois livros por mês em 2018, este foi o livro que estreou o ano!

[Obviamente já comecei falhando meu próprio desafio, pois estamos em Março e só agora consegui terminar a leitura, mas enfim, choices.]

Foto: A teoria de todas as coias/Ana Mattos
Anne foi uma adolescente judia que morava com seus pais, Otto e Edith, e sua irmã Margot em Amsterdam, onde levava uma vida normal, gostava de estudar e passava por todos os conflitos comuns a qualquer jovem no mundo. Tudo mudou quando sua irmã recebeu uma carta a convocando para comparecer em um centro de concentração Nazista e sua família se vê obrigada a a fugir e se abrigar em um esconderijo.

A leitura não começou fácil... o livro é de fato o diário de uma adolescente de 14, 15 anos e em alguns momentos parecia que eu havia passado horas investida na leitura e sequer tinha virado duas páginas. A partir de um certo momento que não sei precisar, a tarefa passa a fluir com muito mais naturalidade, talvez por já estarmos um pouco mais habituados com Anne e as pessoas que fazem parte de seu cotidiano. 

Sincera, ela deixou relatos de um período terrível, descritos sob a perspectiva inocente de uma jovem da época e isso faz toda a diferença. A história nos envolve, nos emociona e nos ensina muito sobre a crueldade humana que manchou para sempre a história do mundo.

O mais incrível na leitura deste livro é nos deparar com histórias que misturam meros conflitos típicos da adolescência, com medos reais de guerra, bombardeios, fome, prisões e mortes. Impossível não ser tomado por um sentimento de aflição ao ler o dia-a-dia do anexo secreto.

Essa é uma leitura que se encaixa na categoria "todo mundo deveria ler na vida" e sempre que eu puder, irei recomendar. Acredito que O Diário de Anne Frank tenha uma lição para cada um de nós, portanto, mesmo que seja difícil, a leitura torna-se essencial.

3 comentários:

  1. Oi, Ana. É um livro forte e humano. Gostei muito.

    beijos!

    https://ludantasmusica.blogspot.com.br

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  2. Eu estou louca pra ler esse livro a bastante tempo e acredita que antes mesmo de pensar em querer ler eu já imaginava que a leitura séria uma coisa difícil? Ele já tem cara de: não vai ser fácil me ler. Já pedi ao meu pai pra comprar pra mim quando passar pelo shopping e estou na espera <3 Que show você ter conhecido o museu, séria um sonho? haha

    www.memorizeis.com

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  3. Eu li o livro quando eu estava no Ensino Médio e foi um impacto muito grande pra mim saber o que a Anne passava quando ela tinha a mesma idade que eu na época. Minha tia teve a oportunidade de visitar o museu também e trouxe pra mim um livro complementar que tem algumas fotos e documentos que deixam a história ainda mais triste porque mostram tudo desde o começo da vida delas e como elas eram felizes e termina com uma foto do Otto Frank sozinho no anexo antes da inauguração do museu, foi uma experiência incrível e também triste demais.


    http://misscal.blogspot.com.br

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obrigada pelo comentário! respondo e visito todos os links que deixam aqui :)